Michael Carrick vive o início de temporada mais delicado desde que assumiu o comando do Manchester United. Com apenas cinco pontos somados nas primeiras cinco rodadas da Premier League, o técnico de 45 anos passou a ser apontado como o mais próximo de uma demissão entre os treinadores da elite inglesa nesta campanha 2026/27. A diretoria, segundo apurado, ainda confia no trabalho do comandante, mas cobra uma reação imediata em campo.
Da classificação à Champions ao início turbulento
A temporada passada terminou em tom positivo para Carrick. Ao assumir no lugar de Ruben Amorim, ele conduziu o United a um terceiro lugar na Premier League, resultado que garantiu vaga direta na Liga dos Campeões e devolveu parte da credibilidade a um projeto esportivo que vinha de anos de instabilidade. O início desta temporada, no entanto, contrasta fortemente com aquele desempenho: uma vitória, dois empates e duas derrotas nas primeiras cinco rodadas acenderam o alerta em Old Trafford.
Conte e Eddie Howe surgem como alternativas
De acordo com o Football Insider, o United pretende manter Carrick no cargo por enquanto, mas já monitora opções no mercado caso o cenário não melhore. Antonio Conte, sem clube desde o fim de sua passagem pelo Napoli, é visto internamente como um nome de peso, um treinador vencedor que já ergueu o troféu da Premier League à frente do Chelsea. Eddie Howe, que deixou recentemente o comando do Newcastle, também entrou na lista de possíveis substitutos, reforçando que a diretoria dos Red Devils trabalha com mais de um cenário.
Chama atenção o fato de que o próprio Conte tenha, em declarações recentes, sinalizado interesse em retornar ao futebol inglês e, especificamente, em comandar o Manchester United. Afastado dos gramados desde que deixou o clube napolitano, o italiano tem se mostrado disposto a assumir um novo desafio, e seu perfil vencedor é visto com bons olhos pela cúpula do clube.
Um clube em busca de identidade desde Ferguson
O episódio reforça um padrão que se arrasta desde a saída de Sir Alex Ferguson, no verão de 2013. De lá para cá, o Manchester United trocou de treinador diversas vezes sem conseguir recuperar o protagonismo que marcou a era do escocês. Carrick, que foi jogador do clube por mais de uma década, conhece bem essa história e sabe que o tempo para reverter a sequência negativa é curto. A expectativa agora é que ele use o período pós-Data Fifa para reorganizar a equipe e aliviar a pressão antes que a diretoria avalie uma mudança no comando técnico.